Minha união de 10 anos chegou ao fim no carnaval de 2008 e a separação de corpos aconteceu em meados de Junho do mesmo ano. Fiz o que pude para sempre estar presente na vida do meu filho mesmo após a dissolução da união, fazia questão de levá-lo e buscá-lo da escola, ele passava uma semana com a mãe e outra comigo, estudávamos, brincávamos, passeávamos, nos finais de semana inventávamos nossas próprias regras, rotinas, leis, tínhamos até nosso hino – Pedrinho – Jota Quest – DVD Sítio do Pica-pau Amarelo – enfim, mesmo com a separação dos pais (nunca é fácil pra ninguém, imagina pra mim que tive a experiência da “guerra” entre os meus – eu quis fazer o contrário, fiz questão de semear a paz) ele nunca deixou de ser amado, assistido, adorado por ambos os lados. Em novembro de 2008, conheci minha atual esposa – pessoa companheira, mulher inteligente, vibrante, forte, decidida, e ainda por cima linda – e me senti feliz por completo, tinha a certeza que Deus me dera uma segunda chance, de reparar os meus erros, de confirmar os meu acertos e principalmente de formar uma nova familia ainda mais feliz. Tive o cuidado de inserir esta "nova pessoa" na vida do meu filho de maneira tranquila, suave, discreta, sem "forçar a barra", respeitando os sentimentos dele. Evitei dormir no mesmo quarto que ela, evitei segurar sua mão, abraçá-la, beijá-la, na presença do R.M.V.(meu filho), fui deixando que a convivência dos dois se encarregasse de nos mostrar o tempo certo para que tudo acontecesse e o rio seguiu seu curso, ela como pessoa fantástica que é conquistou R.M.V. com a mesma simpatia e desenvoltura que teve para comigo, e em pouco tempo se tornou sua grande aliada, amiga e companheira também. Ele a aceitou como minha esposa e viu nela a chance de ter uma nova família, tanto que começou a exigir que tudo que tinhamos aos pares fosse revertido à um trio, tínhamos um casal de girafas de tecido enfeitando a sala, ele me pediu para comprar mais uma que seria sua representante, e dizia que agora a sala tinha uma família de girafas, o mesmo se repetiu com outros enfeites, toalhas de banheiro, chinelos, copos personalizados, canecas, lugares no sofá, na mesa de jantar, enfim exigiu o seu espaço como membro desse nova estrutura familiar. Isso tudo se estendeu à escola (já que a mãe estava ausente por motivos pessoais), minha esposa a representou em apresentações, festa junina, até dia das mães...tudo com conscentimento e conhecimento da outra parte. Mas de uma hora pra outra uma tempestade começou a se formar sobre nossas cabeças, os raios e trovões começaram a surgir cada vez mais intensos e assustadores, prenúncio de um possível dilúvio, digno de produções épicas do cinema....
Eu me perguntava, o que tinha acontecido...o que estava acontecendo...
quarta-feira, 5 de maio de 2010
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