Em novembro de 2009, a tempestade tomou corpo, força e com seus ventos cortantes e gélidos, desabou em dezembro mais precisamente no dia 5, O que era pra ser uma simples viagem de férias com duração de um mês, se estendeu até hoje... Como qualquer família atingida por um verdadeiro dilúvio, eu perdi os meus sonhos, minhas conquistas, meu bem mais precioso, meu filho, o qual foi levado pela enxurrada...
Tive o natal mais triste da minha vida, sempre me vesti de Papai Noel para alegrar e alimentar as fantasias do meu filhão e nesse último o bom velinho não deu o ar de sua graça, de sua presença, pelo contrário, ficou com dor de estômago, triste, chorando escondido para não estragar o natal das outras pessoas, dizendo estar sempre bem...
Ano novo, vida nova, literalmente, nos três primeiros meses de 2010, um pai que tinha contato diário com seu filho viveu uma nova experiência, inédita em sua vida, vi meu filho apenas no ano novo (9 dias) e no carnaval (5 dias), em 90 dias do novo ano passei 14 com meu filho, muito se comparado com casos de alienação em que o pai não vê seus filhos há anos e daria tudo por 14 dias, mas pra mim é muito, muito pouco....
Plagiando e atualizando para a minha situação o que diz Fernando Pessoa – Poema Saudades – “Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se vivesse sem o meu filho”.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
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