Há exatos 3 dias estou tentando organizar uma festa surpresa para o meu pequeno num Buffet, essa festa iria acontecer no feriado do dia 3 de Junho. A festa surpresa iria contar com os amiguinhos da escola (antiga de Campinas) do meu filho, com a familia que ele não vê há mais de 30 dias e iria ter várias atrações, com muito esforço e negociação consegui parcelar em várias vezes (nem sei se conseguiria pagar) mas vale o esforço para ver o R.M.V. feliz!!!!
Contudo hj recebi um email que simplesmente ignorou tudo isso e me proibiu de vê-lo até que tenhamos a primeira audiência no dia 15 de Junho deste ano, até lá farão exatamente 72 dias que não vejo o meu filho. Fiquei muito triste, revoltado com o impedimento que resultou em um prejuízo financeiro para mim, sem contar o prejuízo moral que nessa altura do campeonato faz toda a diferença já que um dia a mais sem contato só contribui para aumentar a dor e o sofrimento meu e de toda a minha família.
Passei a manhã toda em prantos, tentando entender o que leva uma pessoa a ignorar a felicidade do próprio filho....
Recebi um artigo extenso por email que trata do Abandono Afetivo e Responsabilidade Civil: Utilizar com Moderação e que em um dos seus parágrafos diz "A família foi, é, e continuará sendo o núcleo básico e essencial da formação e estruturação dos sujeitos, e, consequentemente, do Estado. Desta forma, é uma construção que está estruturada no afeto, no amor, na compreensão, nas atitudes solidárias e no reconhecimento.", aí paira a minha indignação, pois meu filho não está vivendo um ambiente familiar, essencial para sua formação e crescimento pleno, pelo contrário, não consigo demonstrar meu afeto, meu amor para com ele (no mês do seu aniversário) e a compreensão e atitudes solidárias caíram definitivamente no esquecimento.
Me sinto de mãos atadas, com um grito preso na garganta que ninguém pode ouvir, sufocado, sinto que meu elo com meu filho está sendo prejudicado, enfraquecido e isto resulta em danos inimagináveis....
Ainda sobre o artigo, ele em um determinado momento diz "As famílias atuais se formam pelos laços de amor, o que torna muito mais saudável a reaproximação, a busca pelo afeto, a esperança por um contato, do que uma conta bancária recheada. É
preciso ter consciência de que o dinheiro pode não cessar a dor, pode não fechar as mágoas e pode não enxugar as lágrimas." e para mim isto traduz bem o momento que estou passando no qual todos os laços afetivos estão sendo ignorados, talvez por dinheiro, por vingança, por ódio ou coisa parecida, mas nada substitui o amor e o convívio, nada, e acho que é o nosso dever debater os direitos da família sempre com moderação, afinal, não vimemos mais nos moldes das familias patriarcais do início do século passado em que o pai tinha a função de trabalhar para sustentar a casa e a mãe a função de procriação e cuidar do bem estar dos filhos e lares.
Apesar do Projeto de Lei N°4.053 que dispõe sobre o tema Alienação Parental ter sido aprovado em 2009, ainda sinto que é bastante desconhecido no campo jurídico, o que torna pessoas como eu reféns de toda essa situação.
Abraços
sexta-feira, 21 de maio de 2010
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Um dia ele por si só irá perceber as coisas que aconteceram ao seu redor. O afastamento forçado que teve do convívio com o pai. E nesse dia, ninguém mais conseguirá afastá-lo de você, e poderemos então, comemorar não 1 mas VÁRIOS aniversários com ele, bem como vários outros momentos importantes de sua vida. "Somos uma família" (palavras do seu pequeno).
ResponderExcluirForça sempre! Ele vai se orgulhar muito e ficará muito feliz em ver e saber que o pai não desistiu dele em momento algum.
Amo!